As novas regras do projeto determinam que as casas de shows que não tem isolamento acústico (bares, traillers, quiosques) devem fechar às 3h da madrugada e as que possuem o isolamento (boates) podem funcionar até às 4h. As lojas de conveniências que comercializam bebidas alcoólicas terão que fechar às 2h e as que não vendem podem funcionar durante 24 horas.
Em entrevista à rádio Mirante AM, o vereador Augusto Serra disse que São Luís é uma cidade turística e em desenvolvimento. Na opinião do parlamentar, as ações da Operação Manzuá, que obriga o fechamento dos estabelecimentos às 2h da manhã são contrárias ao pensamento da sociedade.
- O projeto de lei nasceu da iniciativa popular. Ela foi elaborada para delimitar o conflito e a Câmara é órgão competente para intervir sobre a questão. - argumentou Augusto Serra.
O projeto de lei que fixa o horário de funcionamento dos estabelecimentos, votado em dois turnos, será encaminhado para sanção ou veto do prefeito João Castelo (PSDB).
Operação Manzuá
O promotor José Cláudio Cabral Marques, um dos responsáveis pela Operação Manzuá, disse, que embora desconheça o texto da lei, a Câmara Municipal de Vereadores de São Luís cumpriu o seu papel constitucional em regulamentar questões de interesse de São Luís.
Questionado sobre as críticas feitas pelo vereador Augusto Serra (PV), sobre a Operação Manzuá, o promotor preferiu não comentar sobre o assunto. Disse apenas que o Ministério Público é fiscal da lei e a tarefa de legislar é da Câmara Municipal. Na opinião de Cabral Marques, os vereadores esqueceram de dialogar com a Policia Civil e Miliar sobre a repercussão da lei. Mas para o promotor a proposta da lei aprovada pelos vereadores se aproxima do pensamento da Operação Manzuá.
Cabral Marques afirmou que as ações desenvolvidas pelo Ministério Público foram exatamente para acelerar a votação da lei aprovada pela Câmara Municipal de São Luís. Ele concluiu ainda que a Operação Manzuá não tem prazo de validade e com a edição da nova lei irão direcionar os trabahos para o espaço público e para a questão da poluição sonora.
fonte: imirante.com

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