terça-feira, 25 de agosto de 2009

Guardas Municipais cruzam os braços no município de Timon

"Queremos pelo menos uma viatura", disse o presidente do Sindicato dos Guardas, Aurélio de Sousa


79 Guardas Municipais de Timon estão de braços cruzados a partir desta segunda-feira (24). Eles acamparam em frente a Prefeitura Municipal com carros de sons e faixas reivindicando melhores condições de trabalho entre outras melhorias.
O presidente do Sindicato dos Guardas Civis de Timon, Aurélio de Sousa Lima disse que a categoria trabalha sem o mínimo da estrutura necessária para oferecer segurança a população. " Queremos pelo menos uma viatura, cassetetes, algemas, exprei pimenta, um telefone e o mais importante, uma sede. Desde que começamos a trabalhar em Timon, há um ano e oito meses não temos uma sede própria, e ficamos alojados no vestiário do Estádio Municipal Miguel Lima" explica a revolta.
Ontem os guardas municipais recebem um salário líquido de R$ 910. A categoria também reivindica uma gratificação de risco de morte. Falando ao Portal Timonfm Aurélio disse que o valor poderá ser negociado junto a Prefeitura e Secretaria de Segurança.
Os guardas municipais também alegam que a classe está sem um comando. "O secretário João Borges quer ser nosso comandante, enquanto isso não é permitido. A Secretaria tem que nomear um comandante e esta situação se arrasta a seis meses. Nossa equipe está sem comando desde que o último saiu, Messias Simão Brito.
Nós pedimos a retirada do último comandante devido o abuso de poder com os guardas municipais. Ele permaneceu no cargo um ano e dois messes, mas usava de ameaças de exoneração para com a categoria, além de nos tratarmos como oficiais militares, enquanto somos civis" argumenta Aurélio Sousa, presidente da classe.
Dentre as sugestões os guardas pedem que a prefeitura adere ao programa do governo federal Pronasci - Programa Guarda Nacional de Segurança Cidadã, que daria o apoio a categoria nas necessidades referentes as condições de trabalho. Segundo o presidente a capital São Luís aderiu ao programa e Timon poderia seguir o exemplo.
Finalizando a entrevista Aurélio Sousa disse que desde fevereiro deste ano a categoria vem tentando falar com o Secretário de Segurança Municipal, João Borges, para negociar a situação dos guardas, mas até o momento ele não mostrou nenhum sinal de interesse em atender a categoria. Os 79 guardas municipais afirmam que vão ficar de braços cruzados até que a prefeitura municipal atenda suas negociações ou chame a categoria para uma negociação.

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